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“NãO EXISTE ABANDONO” - 29.03.2010 às 16:04:21

Por: Conceição Rios

Com diversas ações em andamento, o Arquivo Público do Estado do Maranhão está bem longe de ser considerado um espaço com deficiências estruturais características de abandono. Isso é o que garante a diretora do APEM, Conceição de Maria Silva Rios. De acordo com ela, os trabalhos são permanentes e acontecem tanto por meio de projetos, quanto nas atividades de rotina da Instituição.

Recentemente, inclusive, o Arquivo Público cedeu espaço para os arquivos micro-filmados da Biblioteca Pública Benedito Leite (BPBL), referentes a jornais editados desde os primeiros séculos da imprensa maranhense. Esse material está acondicionado em uma sala climatizada e disponível para consultas públicas. “Os visitantes podem, inclusive, fazer cópias do material. Para isso disponibilizamos uma impressora adequada para o trabalho”, conta a diretora da BPBL, Rosa Maria Ferreira Lima.

Entre os trabalhos, Conceição de Maria Silva Rios destaca o de Revitalização do Laboratório de Conservação e Restauração de Papéis Lacrepe, que tem por eixo restaurar códices e documentos avulsos referentes aos séculos XVIII e XIX. O Projeto está sendo financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e começou a ser executado, efetivamente, no início deste mês, com duração prevista de dois anos,

Projetos de várias cidades do Brasil participaram do processo de seleção do BNDES. Em meio a tantos projetos, o do arquivo foi selecionado entre os primeiros, tendo como foco principal, a modernização do laboratório do APEM. Como contrapartida a Secretaria de Estado da Cultura ordenou uma reforma nas dependências do laboratório, de forma a receber o referido Projeto “Como é que depois dessa reforma se pode falar em abandono do Arquivo Público? Isso é, no mínimo, falta de informação”, destaca Conceição Rios.

Atualmente, o Arquivo está envolvido na elaboração do 2º volume do Repertório de Documentos sobre Escravos no Maranhão “É um trabalho de transcrição feito por historiadores”, diz a diretora do APEM, frisando que outros trabalhos estão sendo elaborados pelas equipes de funcionários do órgão, tais como a reestruturação do sistema de informação do APEM, compreendendo a criação de novos módulos e de uma linguagem mais acessível”, acrescenta Conceição Rios.

Ações constantes
A diretora destaca que há, sim, problemas estruturais no APEM, mas assegura que não há necessidade de reformas emergenciais e que o acervo não corre risco de degradação acelerada. “Isso é um completo exagero criado por quem desconhece a realidade do Arquivo Público”, ressalta. “Além disso”, acrescenta Conceição Rios, “a Secma possui uma política voltada para manutenção e conservação dos imóveis históricos onde funcionam os órgãos do Estado”.

Com relação a equipamentos, Conceição de Maria Silva Rios revela que o APEM está passando por uma fase de adequação. “Além das reformas estruturais, já executadas, estamos trabalhando na instalação de novos aparelhos. Alguns já foram trocados e outros serão colocados logo”, assegura.

Sobre a afirmação de uso de plásticos para proteger o acervo das infiltrações provocadas pelas chuvas, a diretora afirma que isso ocorreu em virtude de uma situação inesperada. “Fomos pegos de surpresa e tivemos que utilizar desse recurso. Não sabíamos das goteiras, mas como já foram detectadas trataremos de resolver a situação de forma adequada”, assegura, lembrando que não só a estrutura física, mas a de material de pesquisa está sempre passando por processos de manutenção. “Há uma prática constante de restauração e conservação dos documentos. Estamos sempre atentos ao material do Arquivo e tão logo constatamos a necessidade de reparos, enviamos para nosso laboratório”, diz.

Trabalhos permanentes
Segundo Conceição de Maria Silva Rios, um espaço que necessite de reformas emergenciais não teria condições de desenvolver projetos permanentemente, como acontece com o Arquivo Público do Estado. “Às vezes, nem concluímos um trabalho e já estamos iniciando outro”, diz. Além disso, a diretora destaca a importância de todos os trabalhos desenvolvidos pelo Órgão.

Como exemplo recente, Conceição Rios destaca o Memórias Reveladas, desenvolvido entre novembro de 2008 e julho do ano passado. Com financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF), o projeto restaurou e sistematizou mecanismos de disponibilização dos arquivos referentes ao período da Ditadura Militar no Maranhão. “São documentos que saíram do domínio dos extintos Departamentos ou Delegacias de Ordem Política e Social (DOPS), criados para executar as ações referentes às ações coativas e foram parar nos arquivos públicos dos estados brasileiros”, explica a diretora.

Conceição Rios lembra, ainda, que o Arquivo Público do Estado está aberto à população, para pesquisas. “Como poderíamos oferecer esse tipo de serviço permanente, se tivéssemos uma estrutura comprometida? É uma desinformação falar que o APEM está abandonado”, atesta a diretora.


Júnior Vieira
Ascom Secma

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